Revisitar os Relacionamentos Amorosos

O autoconhecimento nos convida, por vezes, a revisitar nossos relacionamentos.
Atuais e passados. Principalmente os amorosos.
Revisitar não significa perder-se em memórias daquilo que foi bom ou ruim.
Olhar novamente para aqueles com quem tivemos uma relação íntima, nos proporciona olhar para nossas posturas.
Não importa com quantas pessoas nos relacionamos até o momento presente, mas como nos relacionamos, o que aconteceu enquanto nos relacionávamos.
Independente da mensuração do amor, possíveis conflitos, motivações para o término.
O convite é para que possamos olhar para cada namorado(a), marido(esposa) ou qualquer outro nome que se queira dar ás relações amorosas que tivemos, de modo a encontrar a contribuição verdadeira, que estas pessoas foram capazes de nos oferecer no período que estiveram conosco e reconhecer quão importantes são.
Este movimento é fundamental para o relacionamento atual e caso não se tenha um, para os relacionamentos futuros.
É um movimento de percepção onde encontraremos nossa parte da responsabilidade por tudo o que tenha acontecido na relação. Os momentos bons e os não tão bons.
Toda vez que escuto as pessoas contando sobre seus relacionamentos amorosos que findaram, a responsabilidade é sempre dirigida ao outro, jamais a si mesmo.
Tomar para si sua parcela de responsabilidade é inaceitável. É quase como se dissesse : eu sou perfeita(o). Ele ou ela, não.
Ao adentrarmos mais profundamente nesta visita às nossas relações, aos poucos, podemos verificar o quanto houve de troca entre os envolvidos.
Quem era mais doador(a) e quem era o mais recebedor(a) ?
Quais projeções e expectativas estavam presentes na relação ?
Partindo destes pontos, podemos encontrar respostas bastante surpreendentes e que nos levam a compreender melhor o que de fato, atuava.
Se atualmente você tem um relacionamento mais maduro em relação aos anteriores, ocorre que você pode ter crescido e percebido certos padrões que não estão se repetindo.
E o contrário, se os padrões se repetem mesmo no relacionamento atual, você pode estar estagnada(o) em seu autoconhecimento.
O fato é que, em nossos relacionamentos anteriores, sempre há uma enorme riqueza de coisas a serem descobertas.
Coisas que dizem respeito a nós. Que nos levam a lucidez de como nos relacionamos com os outros.
Ficamos com algo dos outros e deixamos algo com os outros.
Podemos ficar com a experiência que adquirimos e com a amargura daquilo que não gostamos , importantes para despertar em nós algum questionamento.
Podemos agradecer pelas dádivas recebidas durante a relação, podemos nos ater nas acusações das feridas que ficaram abertas e ainda assim incluir como parte do que foi vivido.
E se nos colocarmos humildes, ainda podemos dar um lugar em nossos corações a estas pessoas que fazem parte das nossas vidas.
Sim, elas fazem parte, pois os vínculos permanecem.
E se permanecem com gratidão, conseguimos seguir adiante na vida e recebermos o próximo relacionamento, vivermos o relacionamento atual mais conscientes de nossa responsabilidade.
A maior parte de nós ignora que quando estamos nos relacionando com alguém, a pessoa não está sozinha.
Junto com ela está sua família de origem com sua cultura, crenças, costumes, acontecimentos entre outras coisas.
Se não houver um respeito a todos estes aspectos, o “pacote” ficará pesado e a relação repleta de emaranhados.
Os relacionamentos se dirigem ao futuro.

 


Elaine Leal Carvalho
Terapeuta e Consteladora Familiar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

20 − onze =

Próximo Evento de Constelação - 30/11/2019
Saiba Mais
close-image