Nas Profundezas do Mar – Uma metáfora do autoconhecimento

O autoconhecimento acontece metaforicamente em conta gotas.

No dia a dia nos amortecemos ou nos anestesiamos com as atividades rotineiras e o tempo passa.

Em algum momento, somos arrebatados para nos olharmos e mais do que isso recebemos um impulso interno e retomamos a busca de mergulhar na profundidade do “ mar “.

É como ir ao mar começando pela praia. Primeiro, molhamos nossos pés na beira do mar e sentimos o pequeno impacto da água, em suas ondas mansas, nos trazer arrepios com a mudança de temperatura.

Para muitos está de bom tamanho. Apenas molhar os pés e sentir brevemente os efeitos, parece suficiente.

Para outros é necessário um pouco mais, entrar na água até a cintura parece bom.

Tem aqueles que gostam se sentir a água no pescoço, querem se arriscar um pouco mais.

E tem aqueles que mergulham,  vão até uma certa profundidade do mar e está ótimo.

Outros vão para o mar aberto e mergulham em profundidade grande, equipados de coragem…

Sim ! O autoconhecimento é profundo. Quem determina a profundidade que se quer chegar é o individuo.

Da praia podemos admirar a imensidão do mar. Dentro da água podemos ter uma amostra da sensação corporal.

No mergulho podemos encontrar as belezas que há na profundidade do mar.

Belezas que desconhecemos.

Até imaginamos que elas existem, mas quando mergulhamos temos certeza.

É assim com o autoconhecimento. Uma metáfora com o mar.

Quando nos lançamos a nos conhecer, percebemos nossos limites em nossas entradas no “mar”.

Estes limites são estabelecidos por nós e pedem que tenhamos compreensão e tempo para deglutir tudo o que o “mar” oferece.

As belezas ocultas nas profundezas do “mar” do #autoconhecimento são tesouros.

São descobertos dentro de um tempo que não está sob o nosso controle.

Possibilidades infinitas de nos vermos como realmente somos.

De apaziguarmos em nós aquilo que nos aflige por não compreendermos nossa humanidade.

Somos pessoas dotadas de belezas ocultadas por montanhas de crenças e milênios de histórias.

A maior dádiva do autoconhecimento é concordarmos  que algo grandioso habita em nós, atua em nós.

A grandiosidade da vida nos leva adiante.

Autoconhecimento se dá passo a passo. Todo dia um pouco. Um pouco todo dia.

Como diz um professor querido :

“ É como tomar vinho. Pequenos goles em intervalos de tempo.

Se tomar de uma vez vai ficar tonto(a).”


Elaine Leal Carvalho
Terapeuta e Consteladora Familiar

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